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terça-feira, 5 de maio de 2015

Malemolência


Era perto das 18hs e desde o amanhecer que eu estava na cama.
Sem vontade de levantar para nada. O dia inteiro só dormindo em meio a bagunça do quarto, lendo e vendo filmes pelo smartphone.
A porta não tem tranca e qualquer um pode entrar, a qualquer momento.
Poder... não pode. Mas entram mesmo sem bater.
Pra quê?
Ninguém se importa.

Mas eu queria chorar, repentinamente.
Feliz! Mas nessa quarta-feira, que estava de agenda cheia, algo me abateu, me derrotou e me derrubou.
Como me deixei levar tão facilmente assim pelo excesso de fraqueza?
Como pude deixar-me ser derrotada?

Entrei no banheiro. Desabei!
Literalmente.
Caí de joelhos sob o chão molhado do box.
Chorando. Em minhas mãos o sabonete segurando.
A água gelada molhava meu corpo completamente.
Estremecia. Deu-me um shock térmico!
E então levantei de súbito, abri a porta do box, olhei-me no espelho.
Encarei-me.
E ri.
Forcei-me a rir, fiz caretas, me auto-elogiei.
A imundícia da malemolência foi ralo abaixo.

 ~ 
11/
02/
15!
 ~


Uma poesia de Aline Menezes, criadora do Blog O Quarto de Aline 

Um comentário:

  1. "Antes q se desse conta do que estava havendo dentro de si, tudo parecia normal. Até q a intrusa Malemolência, pôde saltar e despertar o sentimento ruim que fez ruir de dentro dela, um choro. Que a fez repensar seu dia, e ir de encontro com toda melancolia que a abatia. Derrotou a quem outrora se achava "campeã". Jogou lona, quem a dominava. Lançou ralo abaixo, a tal da malemolência."

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