DESEJADOS

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Globo estrelado

Dia poético tive eu
Fui de encontro à felicidade
E ela abriu os braços para mim
Está em completo êxtase meu ser

Ah que abraço foi este
Felicidade...?!
As mãos, os toques
O vai e vem
O beija não beija também

O teto parecia um globo estrelado
e o cantor clamava a alegria do povo

“você não tem que sentar como uma mocinha”
disse-me eu.
“você tem que sentar como quem tá feliz”
E vi meninas de vestidos rodados jogadas pelo chão

o jeito de o cantor dedilhar o violão
o fotógrafo alinhando a câmera àquilo que merecia ser fotografado
tudo parecia merecedor de um clique e das minhas anotações

até que um sorriso mirou no meu
até que eu me mirei em mim e na felicidade que eu sentia
fotografar-me-ia se eu pudesse
e se eu quisesse
um registro físico de tantas emoções


Uma poesia de Aline Menezes, criadora do Blog O Quarto de Aline

terça-feira, 4 de setembro de 2018

A parada errada e o perfume de estudantes

Já estou na faculdade e a minha mente está em movimento frenético. Impossível competir com sua velocidade, mas não me custa tentar. Custa?
Talvez custe muito, pois o teclado não ajuda. Faz barulho e incomoda quem por perto está. E incomoda a mim, que não gosto de incomodar. A cadeira é muito boa, mas também não me favorece. Por Deus! Por que é tão difícil encontrar, fora de casa, um bom lugar para escrever?
Mas a danada da inspiração só quer me vir quando estou pela rua, sobretudo de ônibus, que é, para mim, o melhor lugar para pensar. Minha família não gosta de jeito nenhum quando eu não saio de carro, mas o que eu posso fazer se nasci escritora? Deixar de andar de ônibus é, para mim, como ser um Auxiliar Administrativo que não vai ao escritório. Ou como um agricultor que não visita outras terras. E foram muitos pensamentos para hoje. Não recordo o dia que eu pensei tanto, tanto, e numa velocidade tão forte e intensa como nessa tarde quase noite. 
Eu comecei pensando no que já vinha pensando antes de sair de casa. E desses pensamentos não falarei agora. Outrora você, leitor, reconhecerá tais pensamentos noutros textos. Ou não. Enfim. Eu comecei pensando no quão maravilhoso foi o dia, que não foi tão maravilhoso, mas que me fez passar o hidrocor em todas as atividades que me comprometi comigo mesma que eu realizaria antes das 17hs. Eu consegui, então poderia dizer que o dia foi maravilhoso, dado vista o quão raro é de isso acontecer. No entanto, pensei nos atrasos de poucos minutos causados por não encontrar meu cartão de passagem, por não conseguir fazer uma ligação e por ter de passar na padaria para pagar o pão que meu pai comprou mais cedo. 
Cheguei ao ponto de ônibus e já escurecia. Não foi assim que planejei. Será que o ônibus demoraria? Que viria lotado e eu não teria onde sentar para ler Clarice Lispector? Chegou e veio vazio. Sentei no lugar mais apertado, mas tudo bem. Agarrei-me ao livro e adentrei nos escritos de tal forma que vez ou outra, ao olhar para fora da janela, assustava-me com a possibilidade de já ter passado, e muito, da parada que eu desceria. Mas não passava. Não passava. Nem perto estava. Mas eu adentrava nos escritos e de tempo em tempo pegava-me assustada com o que acontecia fora; do livro, do ônibus e de mim. Tentei relaxar e notei que me excedi no relaxamento. Tentei prestar atenção ao momento de descer e, logo, logo, eu desceria.
Foi num pulo que certamente o rapaz bonito que estava na fila de descida estranhou. Como que alguém consegue descer do ônibus ainda com os olhos cravados no livro? Só eu, meu Deus, para conseguir tal coisa? E fiquei grata por isso. Por conseguir sair do ônibus sem perder uma vírgula da minha leitura. Mas, calma. Desci na parada errada. Tanta agonia e tentativas de ter atenção... Se eu pelo menos houvesse descido uma parada depois, mas não. Desci uma antes. 
E me culpei por isso. Martelei meu juízo com isso. Não apenas teria que andar mais, mas, o principal, é que por mais tempo ficaria sem acessar o livro. E eu queria lê-lo por demais. Degustar cada fragmento de texto. Clarice quando me toma me rende. E eu estava presa. Eu estava presa e solta por aí, a andar pela Boa Vista em passos apressados como se a calçada por onde eu passava tivesse dentro da minha cabeça, e não abaixo dos meus pés. 
Até que, uma visão me parou. Um cheiro me preencheu. Meus pensamentos saíram do livro, que passeava em minhas mãos, e foram ao encontro da avenida e seus encantos. 
Vi um rapaz com piercing no rosto e cabelo amarelo. Praticamente idêntico ao Alex (Miles Heizer) da série 13 Reasons Why. Deu-me forte vontade de abraçá-lo, de eu ser adolescente de novo. Logo depois vi uma lanchonete de coxinhas. Que vontade de comer! Pensei no sanduíche que meu pai preparou enquanto eu me banhava para sair.
Meus passos tão ágeis não chegavam nem perto dos meus pensamentos. Eu diria que foi esse o momento exato que me fez escrever esse relato. Foi aí, bem nesse momento, que eu andava rápido e leve como uma pena que voa que decidi escrever isso aqui. Um cheiro me paralisou como quem coloca a cena em câmera lenta. Perfumes de estudantes, foi o que anotei no bloquinho da minha mente para depois eu me lembrar. E das pipocas, complementei. Logo depois veio o rapaz com cabelo em corte moicano e topete, parecendo um mistura de Júnior Lima e Elvis Presley. Eu queria lembrar com exatidão o que foi que pensei depois dessa cena... Sei que nesse momento adentrei o estacionamento da faculdade e senti a leveza da segurança que é não estar tão vulnerável à violência da rua. Sempre sinto isso quando chego.
E nesse misto de sentidos – cheiros e visões – e pensamentos, e paz, e tudo, notei uma mulher caminhando apressada ao meu lado. Suas passadas combinavam com as minhas, mas não nos conhecíamos. Estávamos juntas, mas sozinhas. Porém, de fato, nós nunca estamos sós se a nossa cabeça está em nosso corpo. Se a mente nos acompanha, para o bem ou, inevitavelmente, para o mal. 
Eu precisava chegar logo. Eu precisava chegar urgentemente e transferir para o papel ou para a tela tudo isso que vos conto. E quase me atropelo em mim mesma e nos meus pensamentos. E ia mesmo ser um atropelamento. Eu ia perder a parada do ônibus, quem dirá a passada dos pés. Calçava um tênis de corrida, de praticar exercícios. Não conseguia frear nem a pau.


Um texto de Aline Menezes, criadora do Blog O Quarto de Aline

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Filmes inspiradores para escritores

Hoje resolvi pesquisar alguns filmes para assistir e que fosse relacionado a arte da escrita. Encontrei tantas opções, que resolvi compartilhar aqui esta lista com 104 filmes. Devo ter assistido uns 15, no máximo, mas compartilho para o caso de alguém querer mais opções. =)

Filme: Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batatas

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Vila Amizade Padaria Artesanal

Eu já conhecia a Vila Amizade, mas no dia 11 deste mês resolvi visitar novamente, fazendo uma pausa em um tour turístico por meu Recife amado. 

Aline Menezes
   Não apenas a gastronomia do local é de dar água na boca, mas a arquitetura também é de encher os olhos de paz e beleza. Há harmonia na mistura do antigo com o moderno e, desse modo, fica ainda mais prazeroso saborear o vienense com sanduíche de queijo do reino.

A tabela de preços está na média do mercado recifense e vale a pena conferir tanto nos fins de semana como noutros dias. O ambiente é tranquilo, ótimo para boas conversas e encontros rápidos num fim de tarde. Ou para o café da manhã também... Quem sabe?! Um cantinho maravilhoso no bairro das Graças, super acessível para quem passa pelo bairro na correria do dia-a-dia.

Possui estacionamento e comanda individual para a consumação.

#Cafeterias #Padaria #Recife #Café


Macchiato, Sanduíche de Queijo do Reino, e Vienense
 
Vitrine

Vitrine

Rua da Amizade, 54. Graças
52011260 Recife
Telefone: (081) 3019-1365

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Fé, Coragem e Amor


Esses dias parei para ouvir as músicas dos clássicos da Disney, e reparei como todas as letras falam de uma coisa: Fé! Eu me senti muito grata por ter tido uma infância com a presença de desenhos que transmitem esperança na bondade, na honestidade, no serviço, na caridade, e que sim, nós podemos ser felizes para sempre através do caminho mais difícil mas o correto, sem trapassas.

Os clássicos da Disney sempre trazem um protagonista que passa por dificuldades e por problemas, e o vilão sempre deseja o poder por pura inveja.

  • A Branca De Neve: a princesa delicada, jovem e inocente precisa ser corajosa pra fugir de sua madrasta, ela encarou uma floresta sombria sozinha, fugindo de um caçador que queria tirar sua vida. 
  • Mulan: se arriscar a se passar por um homem numa época em que as mulheres só se casavam e se tornavam mães. Ela assumiu o lugar do pai no exército pra salva-lo e salvar a honra da família. Ela não sabia lutar, não era tão forte como os homens que treinavam a vida toda pra batalhar mas ela encarou o desafio e se tornou a mais forte. Com fé e coragem.
  • O Rei Leão: é um filme com muitos ensinamentos. Simba era tão jovem quando se viu sozinho, presenciou a morte do pai e assustado resolveu fugir, e mesmo assim quando o dever o chamou ele aceitou o desafio de assumir o trono. 
  • Irmão Urso: me ensina sempre, que nunca conseguimos fugir da nossa responsabilidade mas quando a assumimos podemos evoluir, me ensina que a força do amor quebra barreiras impostas.
  • A princesa e o sapo: sem fé e sem trabalho árduo nossos objetivos jamais são alcançados.
E tantos outros filmes que nos ensinam tanto. 

Hoje eu sei que ter fé é mais do que somente crer no que não é tangível, é agir de acordo com o que acredita para alcançar objetivos. Coragem não é a ausência do medo, muito pelo contrário, é a determinação de vencer esse medo com ações. 

Essas histórias me moldam até hoje. São fantasiosas, mas trazem mensagens de esperança. Porém o meu exemplo de fé, coragem e amor favorito não se encontra nos desenhos da Disney, tampouco é uma mera fantasia. Não há amor maior que o Dele.

Ele foi perfeito por me amar, e por esse amor Ele suou sangue por todo seu corpo, sentiu as dores físicas e mentais do mundo e no fim, rompeu as ligaduras da morte, me dando um novo começo.
Eu o amo e o sigo. Esse é o maior exemplo de força, fé, amor e coragem.

Texto da colunista Julia Barbosa

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